A Avenida Presidente Vargas é uma das mais importante vias da cidade e porque não dizer, uma das mais importantes vias urbanas do Brasil? Foi palco de grandes acontecimentos políticos como o comício de Jango em 13 de março de 1964 e o comício das Diretas Já em 1985.

Inaugurada no governo do prefeito Henrique Dodsworth em 07 de setembro de 1944, às 9:00, com a presença do presidente Getúlio Vargas. Naquele tempo, a cidade do Rio de Janeiro ainda era a capital federal, perdendo este status em 1960, com a transferência para Brasília.

Com 3,5 quilômetros de extensão, a Presidente Vargas é uma via de grande fluxo de pessoas e tráfego intenso. Com quatro pistas para o tráfego, a avenida merecia um projeto específico que contemplasse a acessibilidade e a segurança do trânsito. Nota-se, ao longo da avenida, diversos problemas que acabam colocando a vida de centenas de pessoas em risco diariamente.

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Em relação aos semáforos, seria adequado que fosse instalado temporizadores para orientar os pedestres na travessia, o que beneficiaria principalmente os mais idosos.

Em relação a infraestrutura de acessibilidade para pessoas com deficiência,  observa-se que não existem faixas elevadas de travessia. Rampas de acesso aos passeios nem sempre estão disponíveis, como ocorre há meses com a rampa no cruzamento com a Rua Uruguaiana, na margem da Avenida Presidente Vargas sentido Cidade Nova. Há uma grade fechando a rampa.

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Da Igreja da Candelária até o Monumento Zumbi de Palmares, a avenida ainda não é dividida pelo canal do Mangue e é exatamente este trecho que se tem uma quantidade maior de faixas por conta das quatro pistas, o que torna a travessia dos pedestres mais arriscada e é neste trecho que se concentra o maior densidade de prédios e terminais de passageiros.

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A requalificação da Avenida Presidente Vargas, melhorando as condições de caminhabilidade (piso tátil, padronização das calçadas, faixas de travessia e semáforo com temporizador) é um tema que o próximo governo municipal deveria considerar na agenda da cidade, dando prosseguimento às iniciativas que visam a melhoria da mobilidade da cidade, que deveria ser pensada, a partir da mobilidade a pé, integrando-se aos modais de média e alta capacidade.

Publicado no Diário do Rio de Janeiro em 22 de setembro de 2016.