Numa reportagem do jornal O Globo, assinada por Antonio Werneck, em 21 de outubro, trouxe o retrato das dificuldades financeiras que as prefeituras do Estado do Rio já enfrentam por conta da falta de repasses do governo estadual e em decorrência da queda na arrecadação. Algumas prefeituras já cogitam decretar estado de calamidade.

A reportagem relata as dificuldades financeiras já enfrentadas por vários municípios. Cita o caso de Sapucaia, cuja sede da prefeitura permaneceu sem luz por três dias por falta de pagamento.  Outros 19 municípios também enfrentaram problemas em relação ao pagamento da conta de luz.

A situação de calamidade fiscal do Estado do Rio de Janeiro, somada a crise econômica do país, provocada em grande parte pelos gastos descontrolados e indiretamente pela corrupção, afetando empresas como a Petrobras, com reflexos diretos para a economia estadual, como é o caso do Rio de Janeiro, exigirá dos novos prefeitos que assumirão em 01 de janeiro de 2017, prudência máxima.

Antes mesmo da diplomação é planejar os primeiros 100 dias de governo, a partir do processo de transição, tomando como princípio a responsabilidade fiscal.

Em municípios pequenos, como é o caso de Porciúncula, a prefeitura exerce uma influência muito grande na economia local.  No comércio, com prestadores de serviço ou nas atividades agrícolas e industriais.

Folha de pagamento e dia é dinheiro circulando no comércio. Os empresários da cidade, que também contribuem para a economia do município gerando empregos diretos e indiretos, por sua vez, investem na ampliação do negócio e outros atividades.

A agricultura e a produção industrial, sofrem com outros fatores em decorrência da crise do Estado e Federal. Os prestadores de serviço também não escapam dessa bola de neve.

O desafio é fazer com que os recursos, escassos, sejam bem aproveitados. Quer dizer, garantir eficiência para os serviços públicos.

Ações iniciais sempre recomendadas são: Revisão de contratos, negociar com fornecedores melhores preços, conter o desperdício com materiais, energia, combustível, diárias, aluguéis e viagens. Um grande desafio é mexer na estrutura política do governo, ou seja, reduzir o número de secretarias, assessorias e superintendências. Reduzir o tamanho da prefeitura para que não falte assistência e recursos para serviços essenciais e que a folha de pagamento não seja comprometida, ou seja, o funcionalismo não pague o pato.

Por outro lado, é importante saber que pequenas intervenções na cidade podem criar um efeito bastante positivo. Sem a necessidade de dispor de grandes volumes de recursos públicos é possível fazer muito com pouco. Há inúmeros exemplos no Brasil de boas ideias implantadas que não ficaram refém de quantias vultuosas de verbas.

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Índice da FIRJAN – Gráfico do Jornal O Dia, reportagem “Municípios do Rio estão em emergência fiscal”, de 31/07/2016.

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Folha e Datafolha divulgam um ranking que demonstra quais as prefeituras brasileiras entregaram mais serviços básicos à população utilizando o menor volume de recursos.

O ranking analisa os setores de: Educação, Saúde e Saneamento. Os dados foram baseados em 95% dos municípios do país. A reportagem considerou como total de municípios 5.569, no entanto, já identifiquei por outras fontes que o Brasil já possui 5.570, mas esse valor não altera o quadro pesquisado.

Num vídeo de 3:12 há uma explicação sobre essa ferramenta que mostra os indicadores dos municípios e destaca que o REM-F não avalia o prefeito atual, mas o legado de várias administrações.

Vale a pena conhecer!

Acesse o link da reportagem aqui

Análise dos Indicadores aqui