images-3Há três anos, participava da primeira eleição no Clube de Engenharia do Brasil.

Passei a integrar a chapa da DTRL, a convite da geógrafa Uiara Martins de Carvalho, eleita chefe da divisão, tendo o saudoso engenheiro e vice-prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Fernando Mac Dowell, como subchefe.

Tivemos uma gestão produtiva no período 2015 – 2018. Estamos próximos da conclusão do mandato. As eleições do Clube estão confirmadas para os dias 29, 30 e 31 deste mês de agosto, onde serão eleitos novos quadros para a DTRL.

Durante este período foram promovidos, com a participação direta da DTRL, muitos eventos e debates relacionados às políticas públicas de mobilidade urbana e em parceria com a Divisão de Urbanismo e Planejamento Regional (DUR), onde destaco aqui a os arquitetos Affonso Canedo e Duaia Vargas, grandes debates nas áreas de habitação, urbanismo e planejamento territorial.

O Fórum Permanente de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro é outro exemplo positivo que tenho para mencionar sobre este ciclo que se encerra. O Fórum nasceu em dezembro de 2010 e foi criado por segmentos da sociedade civil para discutir os problemas e soluções para a mobilidade e o sistema de transportes da região Metropolitana do Rio, onde vivem milhões de fluminenses que necessitam diariamente de um transporte de qualidade para ir da casa ao trabalho. Estou presente nas reuniões desde fevereiro de 2015.

O Fórum de Mobilidade Urbana é produto da mobilização social, mas também dos membros da DTRL, que acolhe suas atividades. Quando falamos em DTRL, estamos falando também do Clube de Engenharia.

Debatemos políticas públicas de mobilidade dentro de um ambiente plural, onde várias matizes ideológicas se fazem presentes.

O estado do Rio de Janeiro tem um dos piores sistemas de transportes do Brasil e esta situação é responsável por prejuízos diretos e indiretos sobre a nossa economia, pelos custos da nossa logística, pelo sacrifício diário de estudantes e trabalhadores, que perdem horas no trânsito.

Encerrado o ciclo na DTRL, agora sou candidato para ocupar a subchefia da Divisão de Urbanismo e Planejamento Regional, no entanto, continuarei inscrito na Divisão de Transporte e Logística e membro do Fórum de Mobilidade Urbana, porque temos muitos desafios e o estado do Rio de Janeiro precisa aprofundar o debate sobre estes temas.

 

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2015 – Clube de Engenharia.

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2015 – Eleições no Clube de Engenharia.

 

Documentário “Vida Carioca – Um dia na Central“, com cenas do cotidiano dos usuários da Estrada de Ferro Central do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro nos anos 50.

O governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, assinaram um convênio para revitalizar a Central do Brasil.  Sem data para a entrega, a proposta prevê melhorias na estação e no entorno, é o que informa uma reportagem do Jornal O Dia de ontem.

Mas o que me chamou a atenção foi o investimento de R$ 300 milhões de reais para a construção de um shopping center pela Supervia. Não há detalhes de onde virão os recursos.

A modernização da Central do Brasil de fato beneficiará a população de um modo geral, porque a Central do Brasil atende moradores de diversas regiões da cidade e de municípios da baixada fluminense, mas em relação à construção do shopping, penso que deveria ser delegado à iniciativa privada, por meio de uma parceria público-privada e os recursos da Supervia destinados à requalificação das estações de trem dos municípios da região metropolitana e mesmo assim, depois de ouvir os moradores e comerciantes do entorno, porque quem dá vida ao lugar é quem mora por ali, portanto, é preciso ouvir quem conhece a rotina do lugar para saber o que realmente é necessário. Muitas vezes, o grau de investimento para recuperar a região é abaixo daquilo que o governo propõe.

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No final de 2016, visitei o centro de operações da Supervia integrando uma comitiva do Fórum de Mobilidade Urbana do qual faço parte desde 2015. Fomos muito bem recebidos e tivemos a oportunidade de conhecer as salas de controle e conversar com os funcionários.

No entanto, há questões como acidentes nos ramais como atropelamentos e lesões que ascendem o debate a respeito da segurança para o usuário, inclusive do entorno imediato dos ramais.

Há situações graves relatadas por usuários como os vãos entre os trens e as plataformas, que em alguns casos chegam a 80cm.

Me coloco muitas vezes no lugar de um neto ou filho que tem uma mãe ou avó que precisa viajar todos os dias de trem utilizando este tipo de plataforma de embarque. O risco de acontecer algum acidente é muito grande. Até mesmo em relação a uma criança ou uma pessoa de baixa visão, o mesmo em relação a pessoa com mobilidade reduzida.

Há dias, publiquei aqui no blog um relato sobre a apresentação de dados sobre acidentes em trens urbanos, que ocorreu no Instituto de Estudos da Religião – ISER, com sede na Glória. Veja aqui.

Penso mais. Se a prefeitura e o estado desejam melhorar o entorno da Central do Brasil, é muito bem-vindo, mas em relação ao estado, principalmente, é preciso um olhar mais crítico para a situação das estações da zona norte e da baixada fluminense.

O estado do Rio, mesmo falido, precisa planejar melhor as suas ações e definir estratégias. A qualidade do sistema de transporte de uma região metropolitana é uma delas. Não há desenvolvimento econômico sem um sistema de transportes eficiente, seguro e acessível.

Espero que este tema seja mais amplamente discutido porque não podemos mais continuar investindo recursos públicos em intervenções emblemáticas, sem considerar onde realmente estão as pessoas.