A Câmara dos Deputados aprovou MP 825/18 que destina R$1,2 bilhão para investimentos na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Alguma parte deste recurso, se aprovado pelo Senado Federal, deveria ser aplicado também no interior do estado.
É preciso ampliar o controle nas fronteiras terrestres, para combater a entrada de armas e drogas. 
A sensação de insegurança nos municípios do interior tem sido cada vez maior.
Essa sensação pode ser até provocada pela facilidade da troca de informação.  Atualmente, com a grande oferta de mídias e recursos de telecomunicações como WhatsApp, Facebook, Twitter e blogs informativos, que informam em tempo real as ocorrências.
O fato é que o estado do Rio está sob intervenção federal na segurança pública estadual e portanto, os municípios do interior, principalmente os que fazem divisas com os estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo também acabam sendo territórios que exigem atenção.

 

2016-10-31_13-14-43_1Foi-se o tempo em que a tranquilidade era uma característica das cidades do interior.

Há alguns anos que as coisas já não são mais assim.

Em Porciúncula, por exemplo, são inúmeros os casos de furtos, em comparação a outros tempos. A transeuntes, por enquanto, só em Itaperuna parece que as coisas estão mais adiantadas em relação a este tipo de crime.

Apesar da segurança pública não ser uma responsabilidade direta do município, é impossível desprezar o tema.

O recomendável seria uma ação enquanto a situação, aparentemente, continua sob controle. Assim como em outros municípios, a prefeitura de Porciúncula não poderá se esquivar por muito tempo deste debate.

Em breve, terá que participar mais objetivamente das  discussões. Avaliar, em conjunto com a Polícia Militar do Estado e o Ministério Público, ações compartilhadas e possíveis e a administrativamente, considerar a possibilidade de criar um órgão, a exemplo das Guardas Municipais, para ampliar o efetivo de agentes nas ruas da cidade.

Uma das atribuições das Guardas Municipais são a  proteção do patrimônio público e a preservação da ordem pública. Mais agentes capacitados para circular pela cidade inibindo furtos e outros crimes, apenas pela presença ostensiva.

As dificuldades fiscais do momento colocariam este tema em segundo ou terceiro plano, certamente, mas nada impede que a gestão municipal organize comitês de discussões, com representantes dos três poderes, do Ministério Público, Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Igrejas e organizações da sociedade civil para debaterem sobre este tema.

Desejamos que a nossa cidade volte a ser mais tranquila e segura!